Mulheres buscam certificação para serem as guardiãs dos dados com a LGPD

Uma das funções mais disputadas do mercado de TI no Brasil a partir de agora, o Data Protection Officer, o guardião dos dados corporativos, está atraindo as mulheres, revela a VP de Articulação Política da Federação Assespro, Leticia Batistela. A Assespro Rio Grande do Sul, onde atua, conduziu um piloto de certificação de DPOs e houve uma boa procura por parte das mulheres. “Temos também instrutoras mulheres. Isso é muito bom porque é uma área que é multidisciplinar”, pontou.

O bom ou a boa DPO terá de ter noções não apenas de administração de empresas ou ser uma cientista de dados. Ela terá de entender disciplinas de Humanas e Exatas ao mesmo tempo, e, dependendo do projeto, misturam a necessidade também de disciplinas Biológicas. São os chamados profissionais híbridos e que vão ser responsáveis pelos dados das corporações com a vigência da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais, que entra em vigor no segundo semestre de 2020.

Com relação à atração das jovens e das meninas para a TI, Leticia Sabatela diz que a inspiração faz a diferença. “Temos de inspirar as meninas a fazer TI. Ela tem de se enxergar em um cargo de chefia, programando um software”. Leticia Sabatela participou do MyINova Summit 2019, realizado em Curitiba. Assistam a entrevista.

Fonte: Convergência Digital.