Governo para as Pessoas é tema da 5ª Semana de Inovação

No primeiro dia, Paulo Uebel destaca importância da transformação digital para melhorar o atendimento à população.

Teve início nesta segunda-feira (4/11) a 5ª Semana de Inovação, trazendo ao debate os desafios da Administração Pública no século XXI, com o tema Governo para as Pessoas. Promovido pelo Ministério da Economia, Escola Nacional de Administração Pública (Enap), Tribunal de Contas da União (TCU) e Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso), o evento reúne, em Brasília (DF), mais de 3 mil participantes até a próxima quinta-feira (7/11).

No primeiro dia de debates, a mudança de cultura no país com a digitalização dos serviços públicos foi um dos pontos enfatizados pelo secretário especial de Desburocratização, Gestão e Governo Digital do Ministério da Economia, Paulo Uebel. “Queremos revolucionar o governo brasileiro com um governo eletrônico. Temos um enorme desafio: o de ter serviços não só digitais, mas confiáveis”, disse Uebel no painel de abertura.

Brasileiro entre os mais conectados

O secretário lembrou que dois a cada três brasileiros hoje têm acesso a smartphone. E esse é um fator determinante para impulsionar ainda mais os serviços públicos junto à população. Uebel destacou que mais de 450 serviços do governo federal passaram a ser oferecidos em meio digital somente neste ano.

Um dos casos de transformação digital mencionado foi o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), que implementou serviços online, como a solicitação de aposentadoria por tempo de contribuição, de licença-maternidade rural e do benefício para pessoas com deficiência física.Outros novos serviços implantados neste ano e destacados pelo secretário foram a Carteira de Trabalho digital e o Certificado Internacional de Vacinação e Profilaxia.

O governo federal trabalha pela transformação digital de 100% dos 3,3 mil serviços da administração pública até o final de 2022. A economia prevista é de R$ 7 bilhões por ano quando a meta for atingida.

Oito novos laboratórios de inteligência artificial

“Podemos ter a melhor tecnologia do planeta, mas precisamos ter o foco no ser humano. Em tudo o que fizermos, se colocarmos o ser humano como ponto central, temos como fazer algo concreto ”, ressaltou o ministro da Ciência e Tecnologia, Inovações e Comunicações, Marcos Pontes, na abertura do evento.

O ministro anunciou que o governo federal está criando oito laboratórios de inteligência artificial que vão atuar em áreas como segurança cibernética, fronteiras do conhecimento e inteligência artificial ligada à administração pública.

Também participaram da cerimônia de abertura o presidente da Enap, Diogo Godinho Ramos Costa, o embaixador de Dinamarca no Brasil, Nicolai Prytz, o diretor-geral do Instituto Serzedello Corrêa, Fábio Granja, o diretor-presidente do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), Caio Paes de Andrade, e o presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Leonardo Euler de Morais.

Internacional

Um dos destaques da programação desta segunda-feira foi o debate com a presença dos representantes dos governos da Estônia, Siim Sikkut, e da Dinamarca, Rikke Zeberg, moderado pelo secretário de Governo Digital do Ministério da Economia, Luis Felipe Monteiro. No painel, foram detalhadas as realidades dos dois países e a forma como se tornaram modelos de serviços públicos digitais no mundo. “O cidadão precisa estar com os serviços do governo nas mãos, com disponibilidade para usar 24 horas por dia, sete dias por semana”, afirmou Monteiro.

A digitalização dos serviços deve ser utilizada para melhorar a interação das pessoas com o setor público. “O Brasil já fez coisas fantásticas na transformação digital. Acredito que, assim como outros países da União Europeia, vocês vão nos alcançar. Pecamos no início em não focar na experiência do usuário. Essa é uma recomendação que eu faria a quem trabalha na transformação digital no Brasil”, recomendou Zeberg.

Sikkut elogiou a iniciativa brasileira. “A estratégia do Brasil está muito boa, estamos acompanhando e torcendo para que dê certo e queremos muito aprender com o que vocês estão fazendo”. No Brasil, apenas com a transformação empreendida neste ano já foi obtida economia de R$ 1,8 bilhão.

Fonte: Ministério da Economia.