Empresas de TI cobram linhas de crédito anunciadas em maio pelo BNDES

As entidades que representam as empresas do setor de tecnologia da informação enviaram hoje (segunda 21/10) ao presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES, Gustavo Montezano, uma carta onde pedem celeridade na implementação da linha de crédito BNDES Direto 10 Inovação.

O BNDES Direto 10 foi lançado em maio deste ano, mas, cinco meses depois, ainda não está sendo oferecido. Ele foi desenhado para apoiar companhias que promovem melhoria de produtividade, geram os empregos do futuro, criam produtos de alto valor agregado, promovem a expansão da infraestrutura de banda larga e ampliam a eficiência energética. O foco dele seria o das pequenas e médias empresas, com faturamento anual entre R$ 3 milhões e R$ 300 milhões, que poderiam ter acesso direto ao BNDES para financiamentos entre R$ 1 milhão a R$ 10 milhões.

Na carta assinada por nada menos que 16 entidades, os empresários esperam que o programa entre em operação o mais breve possível. No texto, eles ressaltam que “as empresas de pequeno e médio porte do setor de Tecnologia da Informação enfrentam dificuldades para se financiarem, principalmente no que tange projetos de longo prazo. As empresas desse ramo, como é sabido, vivem imersas num ambiente onde a geração da inovação é requerida em grande velocidade. Por outro lado, à diferença de outros setores da economia, não dispõem elas de ativos reais que possam dar suporte ao financiamento das suas atividades operacionais, mas, sobretudo, aos investimentos em inovação tão decisivamente necessários à sua expansão.

De acordo com Italo Nogueira, presidente da Federação Assespro, entidade signatária que tem mais de 2.500 empresas associadas em todas as regiões do Pais, o BNDES Direto 10 Inovação era uma ação muito aguardada pelo setor . “Linhas de crédito como essas, dirigidas às empresas de inovação, são oferecidas há anos em muitos países. Estamos muito preocupados com essa demora na operacionalização, mas acreditamos que isso será resolvido o quanto antes. Como dissemos na carta, corremos o risco de nos atrasarmos ainda mais ou, até mesmo, vermos desaparecer todo um setor de atividades que com certeza está na ponta do desenvolvimento tecnológico, mas que enfrenta sérias ameaças”.

Assinam a Carta ao presidente do BNDES
ASSESPRO – Federação das Associações das Empresas Brasileiras de Tecnologia da
Informação
ABES – Associação Brasileira das Empresas de Software
SOFTEX – Associação para Promoção da Excelência do Software Brasileiro
APETI – Associação dos Profissionais e Empresas de Tecnologia da Informação (São José do
Rio Preto)
*ASSERTI * – Associação de Empresas de Serviços de Tecnologia (Marília e Região)
ATEPI – Associação das Empresas de Tecnologia de Piracicaba e Região
BRAFIP – Associação Brasileira de Fomento a Inovação em Plataformas Tecnológicas
Fumsoft – Coworking e Aceleradora de Negócios
ITIC – Instituto de Tecnologia da Informação e Comunicação (Paraíba)
Núcleo Softex Campinas – Associação pela Excelência do Software de Campinas e Região
PaqTcPB – Fundação Parque Tecnológico da Paraíba
PISO – Polo Industrial de Software (Ribeirão Preto e Região)
PqTec – Parque Tecnológico de São José dos Campos
RIOSOFT – Sociedade Núcleo de Apoio à produção e Exportação de Software do Rio de
Janeiro
SIMI – Sistema Mineiro de Inovação
SOFTEX RECIFE – Centro de Excelência em Tecnologia de Software do Recife
SOFTSUL – Associação Sul-Riograndense de Apoio ao Desenvolvimento de Software
Software By Maringá

Para ler a carta na íntegra, clique aqui.