Empresas de Internet lideraram fusões e aquisições em TIC no Brasil

As fusões e aquisições de Empresas de Internet e de Tecnologia da Informação subiram 6,8% na comparação de 2020 com 2019. Em números absolutos, a evolução foi de 451 para 482 operações desse tipo nos períodos citados, sendo os setores que mais se destacaram na quantidade de transações recentes.

Os dados são de uma pesquisa exclusiva da KPMG sobre fusões e aquisições com 43 setores da economia brasileira. De acordo com o material, em 2020 o setor de Empresas de Internet teve 314 operações assim, contra 293 em 2019 (alta de 7,1%). As organizações de Tecnologia da Informação subiram de 158 operações em 2019 para 168 em 2020 (alta de 6,3%).

De acordo com o levantamento da KPMG, os dez setores com os maiores números absolutos de fusões e aquisições em 2020 no Brasil foram os seguintes: Empresas de internet (314), Tecnologia da informação (168), Outros (57), Companhias energéticas (56), Hospitais e Laboratórios de Análises Clínicas (55), Serviços para empresas (54), Imobiliário (54), Instituições financeiras (52), Alimentos, bebidas e fumo (40), e Educação (27).

“Notadamente as organizações estão buscando seu posicionamento competitivo para conquistar e ou criar novos mercados através da inovação com tecnologia e internet. Lê-se: e-commerce, pagamentos digitais, experiência do consumidor, geração de demanda, robotização e inteligência artificial, mostrando que ainda haverá muitas movimentações neste tabuleiro neste ano em fusões e aquisições”, afirma Marcio Kanamaru, sócio-líder de Tecnologia, Mídia e Telecomunicações da KPMG no Brasil.

Os dados exclusivos da KPMG revelam ainda que foram realizadas 1.117 fusões e aquisições no Brasil em 2020. O número representa queda de 7,9% em comparação com 2019, quando 1.231 operações assim foram realizadas. Mesmo diante da diminuição, foi o segundo exercício com mais transações do gênero nos últimos 20 anos.

Um dos fatores que contribuíram para os resultados serem menores do que em 2019 está relacionado à queda de 28% das aquisições feitas por empresas estrangeiras, que totalizaram 320 em 2020, ante 449 no ano anterior. Entretanto, ocorreu pequeno aumento de 2% nas operações domésticas, que passaram de 782 para 797. Trata-se do quarto recorde consecutivo de negócios deste tipo.

Outro importante fator que contribuiu de forma significativa, que já vem se repetindo ao longo da série histórica, foi a presença dos fundos de Venture Capital que têm sido protagonistas em prover capital para o desenvolvimento destas empresas desde seus estágios iniciais até o momento onde estas atingem um maior grau de maturidade e passem a atuar de forma mais relevante no mercado.

“Devido à pandemia, as empresas estrangeiras reduziram seu volume de aquisições no Brasil uma vez que estas passaram a focar em seus principais mercados e em estratégias de curto e médio prazo para superar este momento desafiador. Seguindo a mesma lógica, as empresas e os investidores brasileiros direcionaram seus esforços para as oportunidades locais, principalmente aquelas com componentes tecnológicos e de inovação para atuarem dentro da nova realidade imposta pela pandemia”, afirma Luis Motta, sócio-líder da área de fusões e aquisições da KPMG no Brasil.

O terceiro trimestre de 2020 foi o período com o maior volume de transações domésticas em todos os tempos, com 239 operações assim. O acumulado do segundo semestre de 2020, com 603 fusões e aquisições, foi 17% superior das 514 transações ocorridas no primeiro semestre.

Fonte: Convergência Digital