De Sindicalistas à Cientistas

Lí, com satisfação, a notícia sobre a indicação do cientista Nívio Ziviani para o Conselho de Administração da Petrobras. A brilhante trajetória profissional do Nívio está disponível na Internet, em vários sites. Não irei repetí-la aqui. Ao NÍVIO os meus PARABÉNS e ao GOVERNO os meus APLAUSOS.

Além do merecedor registro feito acima, é preciso destacar essa nomeação, também, pelo que ela representa, notadamente sob o ângulo da mudança de paradigma explicitada pelo novo governo em relação aos anteriores, antecipada em campanha eleitoral pelo presidente Jair Bolsonaro.

Refiro-me à escolha dos componentes de escalão superior do governo e de suas empresas vinculadas, em cujo processo deixariam de existir o toma-lá-dá-cá e prevaleceriam os critérios de idoneidade, ética e meritocracia.

No caso particular da Petrobras, desde o primeiro minuto do novo governo, as lupas da sociedade estão dirigidas para a composição do seu novo time de gestão. A entrada do Nívio Ziviani nesse time é bem vista. Deixou-se de se escolher um sindicalista para se indicar um cientista. Que assim se prossiga, e que este paradigma se perpetue para o bem da Nação.

Adicionam-se à essas justificativas para comemoração desse evento, os ensinamentos obtidos com a execução da maior operação de corrupção já vista no mundo, o denominado Petrolão, na qual muitos dos acusados e já condenados ocupavam os gabinetes da Petrobras, de sindicatos trabalhistas, de partidos políticos e de empresas, sob a batuta de um maestro ex-sindicalista.

Que jamais tenhamos um maestro com esse perfil regendo uma orquestra denominada Brasil !

Autor: Eratóstenes Araújo