Covid-19 faz disparar números de sites de comércio eletrônico no Brasil

O Brasil já soma 1,3 milhão de lojas online, crescimento de 40,7% em um ano, segundo uma pesquisa divulgada nesta quarta, 26/8, pela PayPal e BigData. O estudo sugere que esse aumento reflete o esforço que negócios de todos os portes têm feito para alcançar os consumidores em meio à pandemia de Covid-19. 

Nesta 6ª edição da pesquisa “Perfil do E-Commerce Brasileiro”, os números indicam migração em massa de pequenos negócios para o comércio eletrônico. Se, em 2019, 26,93% dos e-commerces eram de pequeno porte e faturavam até R$ 250 mil por ano, hoje eles passaram a representar perto da metade das lojas online (48,06%).

Além disso, 55,68% já adotam meios eletrônicos de pagamento, o que representa um aumento de 5,4 pontos percentuais em relação ao estudo de 2019. Da mesma forma, 76,55% se encontram em uma das 211 plataformas de e-commerce mapeadas, aumento de 2,52 pontos percentuais sobre o resultado de 2019.

Outras descobertas da pesquisa são:

1) O e-commerce já é responsável por 8,48% do total de sites na internet brasileira. Essa fatia não passava de 2,65% há cinco anos.

2) 88,77% dos sites de e-commerce no Brasil recebem até 10 mil visitas mensais; no extremo oposto, 8,73% são grandes sites, com mais de meio milhão de visitas mensais. Os 2,5% restantes estão na faixa intermediária: recebem entre 10 mil e meio milhão de visitas por mês.

3) Perto de 3/4 dos e-commerces (76,55%) oferecem até dez produtos em seus sites; 12,17% oferecem de 11 a 100 produtos; enquanto 11,28% apresentam mais de uma centena de produtos.

4) São Paulo’Concentra a maioria dos sites de vendas online, com 58,95% deles. O Rio de Janeiro, em segundo, tem 6,93%, e Minas Gerais, 6,2%.

5) 76,67% das ofertas de produtos no Brasil custam menos de R$ 100; 10,31% delas situam-se entre R$ 100,01 e R$ 500; em seguida há a faixa dos produtos acima de R$ 1 mil, com participação de 10,07%. Vale notar que a faixa de preços com a menor participação, 2,95%, é a das ofertas entre R$ 500,01 e R$ 1 mil (preços médios).

6) As mídias sociais são adotadas por 68,63% das lojas online.

7) O YouTube cresceu em importância no e-commerce brasileiro: entre as lojas online que se utilizam de mídias sociais, ele está presente em 39,87%, aumentando sua participação em 7,65 pontos percentuais em relação a 2019. A plataforma fica atrás apenas do Facebook, presente em 54,18% dos comércios eletrônicos do País. Na sequência vêm Twitter, com 30,45% de participação; Instagram, com 21,16%; e Pinterest, com 4,81%.

8) Entre as soluções adotadas pelas lojas online, a mais popular é a das plataformas fechadas (63,41%), que vêm conquistando participação gradual e constante desde o início da série histórica. Em seguida, as lojas sem plataforma são o formato preferido por quase um quarto dos e-commerces (23,45%). Plataformas abertas respondem por apenas 13,14% do total de e-commerces.

9) A adesão ao SSL (Secure Sockets Layer), uma camada de segurança que criptografa os dados transacionados entre consumidor e loja online, voltou a crescer e hoje se encontra em 88,43%. Essa adesão só foi maior em 2017, quando chegou a 91,27%.

10) 81,96% das lojas online já são responsivas, ou seja, já estão preparados para serem acessados em qualquer tela, inclusive a do celular. Já a presença de analytics caiu 6,4 pontos percentuais entre as lojas online este ano, para uma participação de 48,55%.

Fonte: Convergência Digital