Conheça os 3 supercomputadores brasileiros que estão entre os melhores do mundo

Máquinas são diferencial competitivo pois auxiliam na execução de tarefas complexas que exigem análise de grande volume de dados

Enquanto a computação quântica ainda é uma tecnologia que está em desenvolvimento e só funciona sob condições extremas, as análises de grande porte realizadas por governos, laboratórios e empresas são realizadas como auxílio de computadores de alta performance  – os supercomputadores. 

Eles são máquinas com velocidade de processamento e capacidade de memória milhares de vezes superiores aos computadores comerciais. Esses equipamentos são utilizados para processamento paralelo, cálculos complexos e tarefas extensas e intensivas, que exigem na ordem de quatrilhões de cálculos por segundo.  

Fazem parte desta lista três supercomputadores brasileiros, que também são as máquinas mais potentes da América Latina. São eles: 

Santos Dumont 

Instalado em Petrópolis, no Rio de Janeiro, o Santos Dumont acaba de receber uma atualização de 4 Petaflops, passando para a capacidade de processamento total de aproximadamente 5,1 quatrilhões de operações por segundo, um aumento de aproximadamente 360% se comparado às especificações originais de 2015 de 1,1 Petaflops.  

A expansão é uma iniciativa em conjunto com o Consórcio Libra, liderado pela Petrobras e visa apoiar o desenvolvimento de pesquisas no setor de petróleo e gás, principalmente para estudos de imagens sísmicas em profundidade e simulação de reservatório em tempo real, com mais precisão.  

O SD está envolvido em cerca de 150 projetos de pesquisas que atendem desde a exploração de petróleo e gás, carvão mineral e energias renováveis, a ações como a pesquisa do vírus da ZIKA e Dengue, desenvolvimento de fármacos para HIV e estudos sobre clima. No ranking dos TOP 500 o Santos Dumont é o supercomputador de N°193. 

O consórcio de Libra é formado pelas empresas Petrobras (Operadora, com 40%), Total (20%), Shell Brasil (20%), CNPC (10%) e CNOOC Limited (10%). O consórcio tem ainda a participação da companhia estatal Pré-Sal Petróleo (PPSA), que exerce papel de gestora do contrato. 

Fênix 

Em 195º no ranking dos TOP 500 está o Fênix, supercomputador utilizado pela Petrobras para desenvolvimento, aplicação de algoritmos e processamento de dados geofísicos.  

Com 48.384 núcleos de processamento e 55.296 gigabytes de memória, o Fênix processa dados geofísicos de sub superfície, os quais são adquiridos na superfície marinha ou terrestre, criando uma imagem bem definida do subsolo e de seus aspectos, tornando possível a identificação de possíveis acumulações de petróleo.  

O supercomputador otimiza o processo de geração das imagens sub superfície, diminuindo em até 4x o tempo de processamento dos dados geofísicos. O Fênix está localizado na Petrobras de Vargem Grande (RJ). 

Ogbon 

Na posição 347° do TOP 500 se encontra o supercomputador Ogbon que fica alocado no Centro de Supercomputação do Senai Cimatec, em Salvador. O equipamento foi financiado pela Petrobras e é utilizado na pesquisa aplicada de Geologia, Geofísica, Engenharia de Reservatórios e outros setores que abrangem a questão de óleo e gás.  

O Ogbon é composto por 78 nós de computação GPU (total de 312 placas aceleradoras GPU Nvidia V100 NVLink, totalizando 2.4 PetaFlops de pico e 1.6 PetaFlops sustentáveis) e 27 nós de processamento CPU com processadores Intel Cascade Lake. 

 “O Brasil já faz parte da lista das nações com grande capacidade de supercomputação, que cada vez mais se faz necessária para resolver problemas de negócio, em empresas públicas e privadas, e dos mais variados segmentos, como por exemplo o industrial e o financeiro entre outros”, afirma Luis Casuscelli, Diretor de Big Data e Segurança Cibernética da Atos, companhia responsável pelo desenvolvimento das máquinas.

Fonte: Computer World.