Brasil, 4° País com mais internautas, é 54° em governo digital

Nona economia do planeta, quarto país com mais usuários diários conectados à internet, o Brasil é o 54° no ranking da Organização das Nações Unidas na Pesquisa sobre Governo Eletrônico 2020. Embora longe do topo, a maior oferta de serviços públicos pela internet fez o país avançar e ser incluído pela primeira vez no grupo de alto índice de desenvolvimento em e-gov (ou EDGI). 

“Argentina, Brasil, Chile e Costa Rica melhoraram significativamente entre 2018 e 2020 e transitaram para o grupo de EDGI muito alto. Nesses países, o progresso reflete esforços sustentados para a criação e implementação de estratégias detalhadas de e-gov, a evolução do ambiente normativo e o alto nível de cooperação regional e internacional em campos digitais relevantes”, diz o estudo.

Especificamente sobre o país, a ONU aponta que “o Brasil priorizou a transformação digital do governo e da economia. Estratégia de Governança Digital do país está por trás da transformação digital do setor público, enquanto a Estratégia de Transformação Digital (E-Digital) lida com a transformação da economia. O país também estabeleceu políticas para inclusão e participação digital por meio de consultas regulares com indivíduos e sociedade civil e melhorou o acesso a dados e informações públicas”. 

O índice EDGI é composto por três indicadores que capturam o escopo e a qualidade dos serviços online, o status da infraestrutura de telecomunicações e a capacidade humana disponível. Por esses critérios, Dinamarca, Coreia do Sul, Estônia, Finlândia, Austrália, Suécia, Reino Unido, Nova Zelândia, Estados Unidos, Holanda, Cingapura, Islândia, Noruega e Japão formam a elite global do e-gov. 

O Brasil aparece melhor na disponibilidade de serviços digitais e de capital humano. Quando avaliados isoladamente os serviços online, o Brasil é o 20° do ranking, tendo subido duas posições desde o levantamento anterior, em 2018. Além disso, o documento menciona que “treze países (Albânia, Argentina, Brasil, Colômbia, Croácia, Equador, Cazaquistão, México, Omã, Peru, Sérvia, Tailândia e Turquia) têm capital humano altamente desenvolvido, mas o estado de suas infraestruturas podem estar dificultando maiores progressos no desenvolvimento do governo eletrônico”. 

Em nota, a Secretaria de Governo Digital do Ministério da Economia avalia que “esses países estão relativamente bem situados em termos de provisão de serviços on-line e em boa posição para progredir rapidamente no desenvolvimento do governo eletrônico. No entanto, a provisão de serviços on-line deve ser associada a investimentos na melhoria da infraestrutura de telecomunicações e no fortalecimento da alfabetização digital da sua população”. E aponta que “o Brasil ficou em primeiro lugar neste quesito na América do Sul e em segundo nas Américas, à frente de países importantes como Canadá, Chile e Uruguai e atrás somente dos Estados Unidos”. 

Fonte: Convergência Digital