Assespro pede liberação de garantia real

Federação que representa empresas de Tecnologia da Informação pede para que governos priorizem os contratos e tenham facilidade maior para conseguir empréstimos

Com o agravamento da crise da Covid-19, doença provocada pelo novo coronavírus, o setor de Tecnologia da Informação demonstra preocupação e sugere novas medidas para dar apoio as empresas do segmento. A Federação das Associações das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação (Assespro), lançou um manifesto, com pleitos ao Governo Federal. Entre os pedidos, estão a exclusão da garantia real para empréstimos e o direcionamento de 2% de fundos nacionais para empresas de base tecnológica.

A Assespro representa mais de 2,5 mil empresas do setor e entre as propostas para a manutenção das empresas, estão a manutenção dos contratos de TI com os órgãos públicos e a rápida liberação do pagamento das dívidas com as empresas do setor. A entidade também defende a postergação da data de vencimento dos tributos de IRPJ, CSLL, PIS e COFINS em 180 dias, sem incidência de multas, juros e correções.

Além disso, a Federação tem como pleito para manter o emprego dos profissionais o pagamento de até R$ 2.500 por empregado, até três meses, e alternativa ou complementarmente; a liberação de crédito pré-aprovado pelos bancos públicos, com a retirada da necessidade de comprovação de “garantia real” para a concessão desses empréstimos, com a condição de vínculos comprováveis através da RAIS ou FGTS das empresas.

O presidente da Assespro Nacional, Italo Nogueira, o setor da tecnologia é importante para que ele auxilie na busca de ferramentas no combate ao coronavírus. “Nosso setor é crucial para estratégia, na manutenção de serviços, no que vai chegar ao cidadão. A gente sinaliza algumas preocupações que primeiro será de salvar vidas, usar tecnologia de maneira intensa, mas temos como pontos manter empregos e empresas. A garantia de dois salários mínimos já é uma ajuda para pensar na manutenção dos empregos e nós pedimos para que órgãos públicos ajudem no pagamento de contratos em atraso e que mantenham e isso vai ajudar muito na manutenção”, disse.

Italo afirma ainda que o momento pode ser importante a ajudar empresas no processo de transformação digital, mas para isso elas precisam de uma garantia para poder atuar. “O setor de TI é transversal, ajuda qualquer indústria, a mensagem é depois disso vai ter que usar mais, o foco é na transformação digital completa dos negócios, aproveitar o momento para setores mudarem. Pedimos nesse momento a necessidade de garantia real, obviamente que as empresas precisam estar adimplentes, mas precisamos de linha de crédito que não precise de garantia real, se a gente tirar isso, com juros baixos, conseguir com que o dinheiro chegue sem ser pelos bancos tradicionais”, destacou.

Fonte: Folhape