Após aporte, fintech alemã ganha status de unicórnio e planeja abrir escritório no Brasil

A Mambu, plataforma SaaS em nuvem para o setor bancário, recebe aporte no valor de US$ 134 milhões, liderado pela TCV, cujo portfólio inclui Netflix, RELEX, Spotify e WorldRemit. O investimento foi recebido pela Tiger Global e Arena Holding, além de seus atuais investidores Bessemer Venture Partners, Runa Capital e Acton Capital Partners. A transação foi assessorada com exclusividade pela FT Partners. A nova rodada aumenta o valor da empresa para US$ 2,08 bilhões.

Com o novo aporte, a Mambu vai continuar a acelerar seu crescimento e reforçar sua presença nos mais de 50 países onde opera, além de expandir seus negócios para mercados como Brasil, Japão e Estados Unidos. Segundo comunicado enviado à imprensa, o Brasil é prioritário em sua estratégia global. 

O anúncio representa o encerramento de mais um ano com crescimento de aproximadamente 100% YoY para a Mambu no mercado de software bancário, atualmente avaliado pelo Gartner em mais de $100 bilhões e com crescimento previsto de dois dígitos. Segundo o fundador e CEO da Mambu, Eugene Danilkis, a última rodada de financiamento impulsiona a missão da Mambu de melhorar o ecossistema bancário para um bilhão de pessoas em todo o mundo e abordar uma das grandes oportunidades do mercado global que ainda está em formação na nuvem.

“Quando a empresa foi lançada no mercado em 2011, sabíamos que o futuro do setor bancário seria construído com base em tecnologia ágil e flexível. Hoje, quase uma década depois, essa visão é mais relevante do que nunca, especialmente considerando os acontecimentos do ano passado. À medida que bancos mais tradicionais e novos provedores financeiros se preparam para prosperar na era fintech, continuamos a trabalhar para fornecer uma plataforma de ponta que permite a construção de modelos de negócios modernos, ágeis e focados nas necessidades do cliente”, descreve Danilkis.

Para o general partner da TCV, John Doran, que passa a integrar o conselho de administração da Mambu, a empresa foi a primeira a aproveitar a oportunidade de migrar o core bancário para a nuvem. “A equipe construiu um banco de arquitetura em componentes competitivo e verdadeiramente nativo em nuvem para um mercado multimilionário e de rápido crescimento que tem sido tradicionalmente dominado por grandes provedores locais de sistemas legados que se desenvolvem de forma lenta. Nós observamos o progresso da Mambu por muitos anos e estamos realmente muito satisfeitos com a parceria com o Eugene e toda a sua equipe neste compromisso de expandir globalmente sua oferta para o setor financeiro”, salienta Doran.

A plataforma bancária SaaS da Mambu acelera e simplifica drasticamente a maneira como qualquer instituição financeira desenvolve e opera seu portfólio de serviços financeiros. E tem sido implementada por bancos tradicionais, fintechs, instituições financeiras, entidades sem fins lucrativos e outras organizações, com o objetivo de promover os seus produtos e serviços bancários. 

Com empresas como ABN AMRO, N26, OakNorth, Orange e Santander entre sua base de clientes, a Mambu também impulsiona o desenvolvimento de novas fintechs e a migração de instituições financeiras para a nova era digital. A empresa planeja dobrar sua equipe para mais de 1 mil mambuvians até 2022, enquanto continua a expandir as capacidades de sua plataforma.

Fonte: Cantarino Brasileiro