Paraná Inovador e os desafios para Casa Civil

*Por Guto Silva

Com muita honra e responsabilidade, aceito o convite do governador eleito Ratinho Júnior para comandar a Casa Civil do Governo do Paraná, a partir de janeiro de 2019. Assumirei no contexto que coloca o Paraná entre os estados com maior capacidade de atração de investimentos: somos favorecidos geograficamente, fazendo fronteira com dois países, temos um solo rico, diversidade na produção agropecuária – liderando nacionalmente em muitos produtos – a população de um país, trabalhadora e com uma imensa riqueza cultural das várias etnias que a compõem. Mas ainda temos grandes desafios pela frente.

Temos o potencial e o Estado pode retomar sua vanguarda avançando mais, agregando valor aos produtos – notadamente do agronegócio – na balança comercial, ampliando a sinergia entre academia, poder público e agentes participantes dos arranjos produtivos locais e trazendo soluções tecnológicas para elevação dos índices de desenvolvimento humano, apenas para citar algumas linhas do nosso programa de governo.

Para construirmos o Paraná Inovador que propomos durante a campanha, focamos nas soluções que também geram economia para máquina pública. Inovação e priorização da Tecnologia, que também já estão em nossos projetos para desenvolvimentos regionais. Mas precisamos, sobretudo, de investimentos em infraestrutura. Gargalo histórico para o Estado, tema de debates e estratégias, a manutenção da nossa malha viária foi tratada de diferentes formas pelos governos anteriores, mas com um consenso: não há recursos suficientes para a estrutura que o Paraná necessita para escoar produções que batem recordes todos os anos ou para os novos negócios que queremos criar.

Esse é um dos desafios que já começamos a enfrentar na transição. Temos ótimo trânsito com o governo federal que também tem seus próprios problemas pela frente, mas o alinhamento político favorece o trabalho em parceria. Vamos buscar o equilíbrio no investimento que o Estado assume, seja no ensino superior – com maior parte das instituições sendo estaduais – até responsabilidade pela manutenção das estradas federais, repassada ao Estado desde meados da década de 1990. Os dois governos devem ter agendas de cooperação para reformas estruturantes, geração de empregos e para que o país volte definitivamente para o ranking das mais competitivas economias do mundo.

Conforme destacamos durante a campanha, o diálogo com a bancada federal será reforçado. Nossa agenda já está em andamento com deputados federais e senadores. Todos com objetivo comum: o melhor para o Paraná. A força do diálogo contra a autofagia política, que apenas prejudicava o Estado. Assim estabelecemos o plano com foco nos resultados, contra o modelo político falido e tradições nefastas.

Por determinação do governador eleito, queremos ampliar também o diálogo com a sociedade civil. Vamos criar o ambiente para maior participação de intelectuais, lideranças e reaproximar o cidadão da participação política efetiva, um desafio para nossos tempos. As vozes desses pensadores estão no desenvolvimento de projetos estruturantes e será permanente.

A transição começou oficialmente há quinze dias. Mas antes da posse, em janeiro, já adiantamos a construção do nosso Paraná na forma que o eleitor escolheu: com franqueza e fazendo política de um jeito simples.

Fonte: Diário do Sudoeste.

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