Paraná é o terceiro estado com maior número de depósitos de patentes com software embarcado

A análise do mês de abril.2018 apresenta indicadores de depósitos e de concessões de patentes de invenção e de modelo de utilidade, com software embarcado, no Brasil, registrados no Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (INPI). O período da pesquisa corresponde ao intervalo de 2005 a 2014. O estudo faz parte do projeto Insights Report: Panorama do Setor de Tecnologia da Informação 2018, realizado pela Assespro-PR em parceria com o Departamento de Economia da Universidade Federal do Paraná (UFPR).

De acordo com Adriano Krzyuy, diretor presidente da Assespro-PR, pode-se identificar uma tendência contínua de alta nos depósitos de patentes com software embarcado, com um incremento de 50%, no período analisado. “Dentre os depositantes, pode-se notar a predominância de empresas multinacionais da área de TIC, de veículos e de energia. Isto revela o grande potencial de mercado da indústria de TI, via parcerias com as empresas de hardware, para o desenvolvimento de software embarcado” explica.

É importante ressaltar que para a realização da análise, foram estabelecidos critérios de busca com palavras-chave, para extrair os dados disponibilizados nos resumos dos documentos acessíveis no sítio eletrônico do INPI. Os dados obtidos permitiram gerar os seguintes indicadores: a quantidade de depósitos de patentes e de modelos de utilidade, quantidade e origem dos depósitos e quantidade das concessões de patentes e de modelos de utilidade.  

Segundo o professor do Departamento de Economia da Universidade Federal do Paraná, Victor Manoel Pelaez, o outro aspecto desta edição é o fato do Paraná ser o terceiro estado da federação com maior número de depósitos de patentes com software embarcado. “Dois terços desses depósitos foram realizados por pessoas físicas e apenas um terço por pessoas jurídicas, ou seja, há uma baixa participação das empresas privadas na atividade de geração de patentes com software embarcado. Então ao mesmo tempo que há uma fragilidade institucional nós temos também um grande potencial de trabalho da indústria de TI com essas empresas que são patenteadoras”, relata.

Após identificar os principais depositantes de patentes no INPI, em âmbito nacional e no Paraná e as concessões de patentes de depositantes originários desta UF, foi estabelecido um cruzamento entre os principais depositantes de patentes, como possíveis beneficiários da Lei de Informática, via a identificação na lista de empresas e de Instituições de Ciência e Tecnologia (ICTs) habilitadas e cadastradas, respectivamente, junto ao Comitê de Área de Tecnologia da Informação (CATI) do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações (MCTIC).

Acesse aqui o boletim completo do Insights Report de abril.2018