Maringá é selecionada para ser primeira Cidade do Futuro da Visa

Flávia Silveira, especial para a Gazeta do Povo

A Visa lançou em Maringá, na tarde desta quarta-feira (04), o “Cidades do Futuro”, programa que trará à cidade uma série de iniciativas com objetivo de aumentar o uso de meios eletrônicos de pagamento. Maringá é a primeira cidade a receber o programa no Brasil.

O “Cidades do Futuro” é resultado de um estudo global que avaliou os benefícios da utilização de meios eletrônicos de pagamento, realizado em 100 cidades do mundo. A pesquisa “Cidades sem dinheiro em espécie: Compreendendo os benefícios dos pagamentos digitais”, realizada pela Roubini ThoughtLab, mostrou que os benefícios totalizariam quase R$ 1,1 bilhão por ano, divididos entre a população, o setor privado e o setor público.

Para trazer o conceito ao Brasil, a Visa analisou trezentas cidades com mais de 100 mil habitantes, e Maringá foi a escolhida para o lançamento do programa por apresentar capacidade de desenvolvimento não só do próprio município, mas de toda região onde se situa. “Maringá foi escolhida por ser um importante centro regional de desenvolvimento, com forte interesse em inovação, tecnologia e empreendedorismo”, explica Tiago Moherdaui, diretor executivo de Estratégia da Visa do Brasil.

O “Cidade dos Futuros” será um programa permanente, sem data para terminar. Após Maringá, o programa será lançado em Campina Grande, na Paraíba, e em Belém, no Pará. “A ideia é expandir para outras cidades do país. Queremos aprender, testar tecnologias e encontrar soluções, deixando um legado para cada cidade”, afirma o diretor. Durante o evento de lançamento, os participantes puderam experimentar algumas novidades em pagamos por aproximação, utilizando uma pulseira, relógio ou simplesmente o cartão com a tecnologia.

Ações previstas

A eletronificação dos meios de pagamento está na base do crescimento das cidades do futuro, para a Visa, uma vez que a cidade e sua população passam a fazer parte de um comércio global.

Tiago Moherdaui, diretor executivo de Estratégia da Visa do Brasil. (Foto: Divulgação).

“É um movimento de toda a indústria, não apenas da Visa. Nossos parceiros nos ajudarão a colocar em prática as ações propostas para Maringá, e esperamos investir tanto em educação como em projetos que desenvolvam os pagamentos eletrônicos nos transportes públicos e no cenário tecnológico da região”, diz Moherdaui.

Para conversar com a população sobre educação financeira, o Cidades do Futuro levará a peça teatral “Amor à Vista” para a comunidade, com ensinamentos sobre como gerenciar o dinheiro, evitar dívidas e se organizar financeiramente. Segundo o diretor, este é um importante passo para desmistificar o uso de pagamentos eletrônicos. “É algo prático para demonstrar a funcionalidade dos meios, as facilidades, e desmontar alguns mitos que ainda permeiam este tipo de serviço”, explica Moherdaui. Uma campanha educacional com clientes do Banco do Brasil e do Bradesco também deve mostrar os benefícios do pagamento eletrônico para a cidade, para a população e estabelecimentos comerciais.

O setor de inovação participa por meio dos Hackatons, eventos em forma de competição em que os participantes vão buscar soluções para reduzir o dinheiro circulante em papel moeda na cidade. A Visa também quer apoiar e ajudar a atrair novos players com soluções digitais para a cidade. O primeiro deve chegar em breve: o aplicativo VocêQPad, que permite pagamentos in-app, ou seja, dentro da própria plataforma, utilizado para pedidos em restaurantes e praças de alimentação.

Para levar informação além dos limites de Maringá, será promovida a “Festa Cashless” em Cafeara, pequeno município a cerca de 90 km da cidade canção. Na ocasião, a população de cerca de 3 mil habitantes também terá acesso a informações visando a inclusão financeira e desmistificação do pagamento digital.

Maringá também passa a fazer parte do Visa Causas, projeto em que a Visa doa uma parte de cada pagamento realizado com cartão a uma ONG ou causa escolhida pelo consumidor. A Visa vai selecionar uma instituição da cidade para receber a doação, mas para que ela aconteça, é preciso que o usuário e o cartão utilizado no pagamento estejam cadastrados no programa Vai de Visa. A escolha da instituição maringaense que será beneficiada está em fase de conclusão.

“Temos grande expectativa em vermos estas iniciativas dando certo, mas ainda não colocamos uma meta de conversão porque sabemos que isso pode levar um certo tempo”, analisa Moherdaui. Ele diz, no entanto, que um aumento de 20% no uso de cartões para pagamento após ações com shopping centers, por exemplo, é uma meta plausível.

De acordo com o estudo que deu origem ao Cidades do Futuro, os impactos estimados para Maringá, até 2032, seriam o incremento adicional de 1,7% em empregos, decorrentes da intensificação da atividade econômica, 2,4% de aumento extra nos salários e um crescimento de 0,7% no PIB além do que seria esperado, gerados pela eficiência com o uso de pagamentos digitais, o que resultaria em um incremento adicional de 1,6% em produtividade.

Em termos práticos, o programa deve trazer à população a economia de tempo entre transações bancárias e no varejo, além de redução de crimes relacionados ao dinheiro em papel; aos estabelecimentos comerciais, economia de tempo durante o processamento de pagamentos e aumento de receita por vendas decorrentes de uma maior base de clientes, tanto nas lojas físicas quanto no ambiente online; e ao poder público, aumento das receitas fiscais, do crescimento econômico, redução de custos operacionais.

“Todos estes impactos tem efeito direto na melhoria e desenvolvimento da cidade como um todo. É um programa inclusivo, de longo prazo, e que levará a cidade a um novo patamar”, finaliza Moherdaui.

Fonte: Gazeta do Povo.