Programa Internacional de Cooperação Urbana - IUC

O Programa Internacional de Cooperação Urbana (IUC) almeja habilitar cidades/regiões em diferentes locais do globo a se conectarem e a compartilharem soluções para problemas em comum. Ele faz parte de uma estratégia de longo prazo da União Europeia de fomentar o desenvolvimento urbano sustentável em cooperação tanto com os setores público e privado quanto com grupos comunitários e cidadãos.

Através do engajamento com o IUC, as cidades/regiões terão a oportunidade de compartilhar e trocar conhecimento com suas contrapartes internacionais, construindo um futuro mais verde e próspero.

O IUC é uma oportunidade para as cidades/regiões aprenderem umas com as outras, estabelecerem metas ambiciosas, formarem parcerias duradouras, testarem novas soluções e promoverem seu perfil internacional.

Financiadas pela União Europeia, as atividades do Programa Internacional de Cooperação Urbana (IUC) dão suporte ao atingimento de objetivos políticos tanto a nível local quanto relacionados a importantes acordos internacionais sobre desenvolvimento urbano e mudanças climáticas, como a Agenda Urbana, os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e o Acordo de Paris.

O programa IUC colabora com importantes parceiros e instituições financeiras internacionais para conectar os tomadores de decisões das cidades com financiadores potenciais. Negócios de países da União Europeia serão um importante parceiro para as atividades dos componentes de cooperação de desenvolvimento urbano sustentável e inovação para o desenvolvimento local e regional. Os países-alvo incluem China, Índia, Japão, Canadá, México, Estados Unidos, Argentina, Brasil, Chile, Colômbia e Peru.

A parceria entre as regiões do Paraná e Valência iniciou em fevereiro.2018, após atendimento de chamada específica anunciada pela EURADA – European Association of Development Agencies.

As regiões de Valência e Paraná

As regiões de Valência e do Paraná, especialmente em respeito à Governança Estadual de TIC, compartilham as mesmas áreas estratégicas como foco-chave, com uma abordagem estratégica muito similar: o envolvimento de múltiplos stakeholders na definição e implementação de processos.

Segundo a região de Valência, para o Paraná desenvolver as suas capacidades e tornar a região em uma plataforma de inovação, deve estabelecer e partir de uma estratégia definida capaz de destacar as prioridades-chave e estruturar cadeias de valor, tanto já existentes, quanto as novas.

Isso implica desenvolver uma visão e uma estratégia claras para possibilitar às TICs como meio de convergência das áreas estratégicas identificadas na região, bem como na definição dos nós relevantes nas cadeias de valor que mereçam especial atenção e, também, para permitir a criação de redes na região, a nível nacional e internacional, para que novos conhecimentos possam ser gerados e internalizados. A Região de Valencia pode compartilhar com o Paraná sua experiência neste mesmo processo.

A Região de Valência vem se desenvolvendo com o apoio do Programa Operacional Regional 2013-2020 do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional observando os seguintes objetivos:

1) Fortalecimento da pesquisa, desenvolvimento tecnológico e inovação.

2) Melhorar o acesso, a utilização e a qualidade das tecnologias da informação e da comunicação.

3) Melhorar a competitividade das pequenas e médias empresas (PME).

Envolvendo as seguintes prioridades:

– Apoiar a criação e o crescimento de competências avançadas para o desenvolvimento de serviços de apoio à produção,

– Apoiar o potencial de crescimento das PME no mercado e a sua possibilidade de participar nos processos de inovação.

Isso está especificamente relacionado às prioridades “produtos inovadores” e “housing, e habitat e, ambiente” de Estratégia de Especialização Inteligente de Inovação Regional na qual Valência está especificamente alinhada com os seguintes objetivos gerais:

– Desenvolver produtos de consumo que incorporem valor através do design e serviços diferenciados que respondem às necessidades do cliente

– Promover processos inovadores e colaborativos em design, produção, organização, logística e distribuição e, ainda, a comercialização em toda a cadeia de valor de produtos.

Expectativas de Valência na Cooperação com o Paraná, em termos de novas oportunidades de negócio e intercâmbio de conhecimento

Valência considera de enorme importância para atualizar o modelo produtivo regional para reindustrializar clusters tradicionais através de processos inovadores envolvidos profundamente em suas atividades diárias e cada vez mais abertas a clientes e fornecedores também pela Servitização.

Existe uma necessidade básica para a implementação, através da agência regional de inovação de Valência, IVACE, de políticas e iniciativas visando alcançar a competitividade industrial que deve permitir a produção local capaz de atender às necessidades de seus clientes.

Esta estratégia deve ser integrada na política industrial regional geral e precisa de programas e projetos específicos de implementação. Com essa abordagem, há necessidade de cooperação entre decisores políticos e desenvolvedores, setores industriais e de serviços e gerentes de negócios, e centros de pesquisa e tecnologia para garantir uma nova abordagem alinhada à servitização.

Neste processo, a cooperação com o Paraná proporcionará benefícios para ambos os lados, compartilhando conhecimento e experiência e proporcionando às PME uma parceria imediata no emparelhamento das regiões.

À frente da Região de Valência está o IVACE (Instituto Valenciano de Competitividade Empresarial), há 35 anos, a autoridade pública integrada no governo regional responsável pela colocação em prática das políticas que promovem a inovação que emergem do governo regional e uniformizados com os critérios europeus.

Para este papel, a IVACE gerencia um orçamento anual de aproximadamente 80 milhões de euros, com mais de 200 trabalhadores responsáveis por todos os programas dirigidos às PME, implementando a política industrial regional.

Sobre a Região de Valência

Valência é uma região autônoma da Espanha estabelecida em 1982, com a sua Capital de mesmo nome, é também definida constitucionalmente como região de nacionalidade histórica daquele país à partir de 2006, situada na região Centro-Leste espanhola. Detêm 4,6% da área territorial da Espanha.

População: quase 5 milhões de pessoas (quase metade da população do Paraná)

PIB per capita: mais de 21.000 Euros (pouco mais do dobro do verificado no Paraná).

O PIB da Região de Valência representa 9,5% do da Espanha, enquanto o do Paraná representa 6% daquele do Brasil. Em termos absolutos o PIB de ambas as regiões são praticamente equivalentes.

Os serviços representam quase 73% da atividade econômica da região espanhola, seguido pela Indústria, com pouco mais de 18% e construção, pouco mais de 6%, enquanto as atividades da agricultura representa pouco mais de 2% em distribuição homogênea ao perfil econômico da Espanha.

A região possui importante presença industrial – um tecido econômico composto principalmente por pequenas e médias empresas – e é um dos principais destinos turísticos espanhóis.

Os setores estratégicos da Região de Valência / Comunidade Valenciana são:

  1. Cerâmica e azulejos;
  2. Indústria de calçados e artigos de couro;
  3. Jogos e brinquedos;
  4. Madeira e mobiliário;
  5. Indústria têxtil e de vestuário; e
  6. Indústria automotiva.

Brasil e Espanha estão entre as 15 maiores economias do mundo, segundo o PIB, aonde o Brasil ocupava a 9a posição (com quase US$ 1,8 trilhão) e a Espanha, na 14a posição (com pouco mais de US$ 1,2 trilhão), segundo estimativas do banco de dados do Fórum Econômico Mundial – FMI, abr/2017.

Ao mesmo tempo o Brasil era o 6o maior país em população, com mais de 200 milhões de habitantes e a Espanha tinha a 29a maior população entre os países, com pouco mais de 46 milhões de habitantes.

A proposta do Paraná

Desenvolver as TIC em sinergia com os principais setores ou segmentos econômicos do Paraná com maior densidade, observando a capacidade instalada de conhecimento, competências e ativos institucionais e tecnológicas, considerando principalmente, entre outras:

– Agronegócio,

– Energia,

– Indústria e

– Saúde.