Ecossistema de inovação se une para tornar Curitiba mais inteligente

Representantes do ecossistema de inovação de Curitiba estiveram reunidos na segunda-feira (18/6), no Engenho da Inovação, no Rebouças, para planejar ações em conjunto de fomento do Vale do Pinhão, o movimento que reúne todas as áreas da Prefeitura, empreendedores e instituições de ensino para tornar Curitiba a cidade mais inteligente do país. “É um trabalho colaborativo muito importante para que possamos unir a cultura da inovação e o processo social, com maior acesso da população à educação, saúde e emprego”, afirmou Cris Alessi, presidente da Agência Curitiba, órgão ligado a Prefeitura e responsável pelo fomento do Vale do Pinhão.

Ela salientou que o encontro teve como objetivo ouvir as propostas de representantes do ecossistema, como empreendedores, startups, universidades, investidores, entidades de classe, empresas e o terceiro setor, para que juntos possam fortalecer o desenvolvimento de negócios inovadores na capital, principalmente, na área de economia criativa e tecnologia. “Só o fato de estarmos reunidos, já mostra que esta conexão está se consolidando cada vez mais”, reforçou Cris.

Todos os participantes se dividiram em grupos para debater e propor ações que se alinhem aos cinco pilares do Vale do Pinhão: “Educação e Empreendedorismo”, “Reurbanização e Desenvolvimento”, “Fomento”, “Integração e Articulação” e “Tecnologia”. Antes de as equipes iniciarem as discussões, a presidente da Agência Curitiba lembrou que várias ações em conjunto já estão sendo implementadas, como Curitiba voltar a sediar a Smart City Expo em 2019; o envio para a Câmara Municipal do projeto da Lei de Inovação; a promoção de eventos de conexão do ecossistema; a retomada de programas de estímulo ao empreendedorismo, como o Tecnoparque; e o apoio a ações de revitalização de regiões como o Rebouças, que será o grande laboratório de inovações urbanas da cidade.

ODS

O arquiteto e professor universitário Orlando Ribeiro, presidente da Reurb (primeira oscip criada no Vale do Pinhão) e um dos colaboradores do Reação Urbana, de requalificação do bairro Rebouças, sugeriu – baseado no debate do seu grupo – a criação de um comitê para que o processo de reurbanização de vazios urbanos da capital se enquadre aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Estabelecidos pela ONU em 2015, os ODS devem ser atingidos até 2030 e visam promover a prosperidade, proteger o meio ambiente e enfrentar as mudanças climáticas. “Com isso, poderemos ter acesso a fundos internacionais que garantam a requalificação dessas áreas”, justificou ele.

Integrante da Casa 102, um coletivo de marcas curitibanas de moda e design, Daiana Lopes, pediu, em nome da sua equipe, que o ecossistema busque desenvolver ações para dar maior visibilidade aos profissionais da capital que trabalham com economia criativa. “Precisamos de mais espaços para darmos visibilidade para as criações de estilistas, designers e artistas locais, que estão oferecendo produtos de grande qualidade. Falta apenas apoio”, exemplificou ela.

Educação 

O engenheiro e designer Luiz Mileck, fundador do Coletivo Alimentar, apresentou as propostas de seu grupo, voltadas principalmente para educação e empreendedorismo. “É preciso capacitar ainda mais os professores da rede pública e privada para que eles possam incentivar a cultura do empreendedorismo entre as crianças”, observou ele.

Também foi sugerido que o projeto iCities Kids, criado pela empresa curitibana iCities (responsável pela vinda da Smart City para a capital), tenha maior apoio. Iniciativa de responsabilidade social realizada em convênio com a Secretaria Municipal de Educação, o iCities Kids busca aproximar crianças e jovens a assuntos ligados à mobilidade urbana, tecnologia, meio ambiente e energias renováveis. O projeto atende cerca de mil crianças por semestre das escolas municipais curitibanas.

Fonte: Agência de Notícias.